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sábado, 22 de novembro de 2014

Na Parede #1: Holger, Costa Gold, Supercordas e patricinhas



* Uma geral sobre a música que interessa *

E o trampo novo do Costa Gold ganhou o mundo no ultimo dia 20. "Posfácio" traz dezesseis músicas e uma faixa bônus. Com produção diversa (WC Beats, BillyBilly, Tuchê, Dois RBeats e outros) o disco rola redondinho com boa variedade nos beats e a levada dos MCs Predella, Nog e Adonai, que apresentam ora uma pegada descritiva ora disparam versos em velocidade (Nog). Com participações de peso como Xis, Funkero, Rashid e Kamau, Posfácio é uma viagem do tipo papo de noite entre amigos, com aquela tradicional zoeira e eventualmente uma troca de ideia sobre coisas sombrias. É bem ZO paulistana, bem golden, mas não só isso. Divertido. Baixe aqui.



Notícia velhíssima, é verdade, mas o lance das gurias de condomínio mandando um rap segue gerando comentários raivosos. O argumento para isso (não são "for real", são patricinhas falsas. etc.) é tão juvenil quanto o próprio vídeo. Pensei que já estávamos adiante nisso. Fora que a mina da esquerda tem uma levada melhor do que muito marmanjo.



O terceiro disco do Holger é um triunfo. Quem viu a banda desde o primeiro EP não pode deixar de se entusiasmar com o que os caras atingiram aqui. Dono de uma calma e reflexão, o ambiente de Holger, o álbum, é cheio de nuances: seja o baixo requebrante e intoxicante, os riffs esparsos e a geral economia instrumental. Com composições muito bem definidas, o espaço é preenchido apenas com o mínimo necessário. Nem precisa: as melodias são tão torneadas que mais é menos indeed. Se o Holger viajava pro litoral paulista antes, agora percorre toda a costa e o interior do Brasil, carregando um pouco de cada ritmo pra dentro de sua música. Segue tropical, mas com uma emoção extra nas letras. Bom demais.




No meio de um feriado, os heróis cariocas da lisergia Supercordas soltaram uma nova composição: Sobre o Amor e Pedras é das melhores coisas do ano, uma simbiose kraut com o tradicional selo de composição cuidadosa de Pedro Bonifrate.


A dupla Piper e Skylar Kaplan formam o Puro Instinct. O primeiro disco das irmãs californianas já era bem bom, e agora elas voltam com música nova. 6 Of Swords é um pop dançante com aquele ar chapado. Elas são queridas do Ariel Pink, e o trabalho novo, que sairá em 2015, promete.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Puro Instinct - Headbangers In Ecstasy


Já bombamos essa banda californiana aqui antes, e agora chega a hora da resenha do disco de estréia. E não estamos decepcionados com Headbangers In Ecstasy. As irmãs Kaplan podem chamar a atenção para a imagem de loiras californianas hipsters (explorada na capa do disco), mas há algo além de imagem na fórmula do Puro Instinct. Associadas á Ariel Pink, alquimista do som psicodélico-onírico americano, o disco é bastante coerente.

A vibração usada pelas irmãs é a de traduzir em música um tipo de imagem da Califórnia vista através das janelas dos carros, ouvindo rádios sintonizadas em soft rock. On drugs. Há uma certa falta de técnica para a construção de harmonias como a de um Beach House, por exemplo. Piper, a irmã mais velha, canta de forma chapada e doce. Skylar, a adolescente guitarrista, simplifica tudo ao trabalhar os riffs com delicadeza em Stilyagi. A repetição e os ganchos melódicos setentistas ganham dimensão com a forma quebrada da estrutura; algo entre a angularidade do pop britânico dos anos oitenta (embora elas adorem o pós punk tosco soviético) e os shoegazers menos as distorções.

Escape Foverer injeta alguns metais distantes mas o ritmo permanece como uma onda pouco oscilante, e aí Piper carrega a melodia com qualidade. Algumas vinhetas estão inseridas pelo álbum como a introdução de um DJ de alguma rádio ao som ácido da banda . Vapor Girls soa exatamente como o nome sugere: imagine a loirice das Skylar em uma brisa vaporosa, desvendando a beleza em pequenas brechas. Voce pode até se lembrar que o Warpaint é da região e caminha mais ou menos por esse caminho. Sinceramente, o Puro Instinct mija nas garotas do Warpaint, desculpem o linguajar. Aceite esse doce, vai bater; eu prometo. 8/10


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

California 2011: Puro Instinct


Essa coisa de "aposta" para o ano me aborrece um pouco, embora eu reconheça que leio sempre essas listinhas. Então não vou dizer que "aposto" no Puro Instinct: qual o parâmetro? sucesso comercial? elogios da crítica? Os dois? Bem, o que importa é que a banda lança em fevereiro nos EUA seu debut, Headbangers In Ecstasy. Brevemente usaram o nome Pearl harbour, trocado felizmente para Puro Instinct. As irmão Kaplan, Piper e Skylar (uma delas ainda frequenta a escola), são o centro criativo da banda. Essencialmente L.A. girls, vão tocando seu indie psicodélico com certa displicência, mas cavam fundo nas atmosferas que oscilam entre o cenário do pop ensolarado setentista com emaranhados que fariam inveja ao Warpaint. Mais a beleza de um Beach House. Mas nada de comparações: a aposta é que a banda seguirá seu próprio caminho. Ah, as irmãs Kaplan já estão na minha cool list particular, ok? Voces ouvirão muito mais do Puro Instinct aqui mesmo nesse blog.