Mostrando postagens com marcador M.I.A.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador M.I.A.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Melhores discos de 2013 - Top 50 gringos




  1. Kanye West – Yeezus
  2. Julia Holter - Loud City Songs
  3. M.I.A. – Matangi
  4. Omar Souleyman – Wenu Wenu
  5. Matana Roberts – Coin Coin Chapter Two
  6. Deafheaven – Sunbather
  7. Disclosure – Settle
  8. Toro Y Moi - Anything in Return
  9. Pusha T – My Name is my Name
  10. My Bloody Valentine - m b v
  11. Earl Sweatshirt  - Doris
  12. Death Grips – Government Plates
  13. Eminem – The Marshall Mathers 2
  14. Jello Biafra And The Guantanamo School Of Medicine - White People And The Damage Done
  15. DJ Koze – Amygdala
  16. Chance The Rapper – Acid Rap
  17. Sleigh Bells – Bitter Rivals
  18. Laurel Halo – Chance of Rain
  19. Jon Hopkins – Immunity
  20. Beaches – She Beats
  21. Danny Brown – Old
  22. Kacey Musgraves – Same Trailer, Different Park
  23. Thee Oh Sees – Floating Coffin
  24. Tim Hecker – Virgins
  25. Julianna Barwick – Nepenthe
  26. Vampire Weekend – Modern Vampires
  27. AlunaGeorge – Body Music
  28. Four Tet – Beautiful Rewind
  29. The Ex & Brass Unbound - Enormous Door
  30. Oneohtrix Point Never – R Plus Seven
  31. !!! - THR!!!ER
  32. El-P & Killer Mike - Run The Jewels
  33. Laura Marling - Once I Was An Eagle
  34. Fuck Buttons - Slow Focus
  35. Bombino – Nomad
  36. Thundercat – Apocalypse
  37. Autechre – Exai
  38. Josephine Foster – I’m a Dreamer
  39. Ghostface Killah - Twelve Reasons To Die
  40. Ghostpoet - Some Say I So I Say Light
  41. Bill Callahan – Dream River
  42. CHVRCHES – The Bones of What You Believe
  43. Lorde – Pure Heroine
  44. Sebadoh – Defend Yourself
  45. Anna Calvi – One Breath
  46. Mikal Cronin – MCII
  47. Carcass - Surgical Steel
  48. Blood Orange - Cupid Deluxe
  49. The Knife - Shaking The Habitual
  50. Burial - Rival Dealer EP 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MIA volta com novo vídeo: Bad Girls


A inglesa-cingalesa M.I.A. lançou seu novo single, Bad Girls no último dia 31 de Janeiro. O vídeo para a nova canção da compositora foi dirigido por Romain Gravas (o mesmo de Born Free, do disco anterior) e acompanha o pique curtição/agitação da música. O álbum deve sair no verão do hemisfério norte, e o vídeo já está entre os favoritos desse blog e de gente como Kanye West, Rihanna e Tyler, The Creator, que demonstraram sua admiração pelo twitter. Assista (via Noisey, projeto de mapeamento global de música da Vice), deixe um comentário lá no Youtube e espere que a MIA curta, porque no próximo dia 10 será postado um vídeo-resposta para os recadinhos que a queridona (mais de três milhões de views!) achar mais maneiros :

sábado, 4 de dezembro de 2010

Melhores Álbuns De 2010 - Top 20

Listas são sempre um desafio: selecionar os melhores álbuns nem sempre é uma tarefa tão simples. É preciso levar em conta o "tempo de maturação" dos discos, o efeito que um disco recém lançado terá, e obviamente as qualidades: criatividade, ousadia, inovação, contexto....Colocar 100 álbums em ordem de preferência é uma ação não apenas difícil, mas diria, bastante passível de falhas. Alguém apontará alguma ausência (sorry LCD Soundsystem, Janelle Monaé, Kings Of Leon, etc), mas também o autor dessas linhas poderia realocar algumas posições, dependendo de seu humor / estado de espírito. Fato mesmo é que foi um ano rico, e esperamos que os 100 artistas aqui citados possam verdadeiramente representar um cenário pop cada vez mais fragmentado, inventivo e desafiador.

20 - Manic Street Preachers - Postcards From A Young Man

19 - Flying Lotus - Cosmogramma



18 - The Drums - The Drums

17 - Swans - My Father Will Guide Me Up a Rope To The Sky

16 - Frightened Rabbit - The Winter Of Mixed Drinks

15 - M.I.A. - /\/\Y/\

14 - Best Coast - Crazy For You

13 - Caribou - Swin

12 - Marina And The Diamonds - The Family Jewels

11 - Crystal Castles - Crystal Castles

10 - Gorillaz - Plastic Beach



9 - The National - High Violet

8 - Beach House - Teen Dream

7 - Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy

6 - Salem - King Night > resenha

5 - These New Puritans - Hidden > resenha

4 - Laura Marling - I Speak Because I Can > resenha

3 - The Knife - Tomorrow, In A Year > resenha

2 - Foals - Total Life Forever > resenha

1 - Arcade Fire - The Suburbs > resenha






quarta-feira, 30 de junho de 2010

Onde Está A Raiva?


Foto de Carl Heindl na reunião do G-20 no Canadá, para a revista Vice.

Dê uma olhada no mundo hoje. Realmente. Estamos todos boquiabertos de o quanto a tecnologia está promovendo mudanças. Elas estão ocorrendo mais rapidamente do que a maioria de nossos cérebros consegue processar. Ao mesmo tempo, a economia mundial parece mais um joguete tocado por investidores chapados de cocaína. Massas migratórias lançam choques culturais como socos no estômago das sociedades antes homogêneas. Pessoas se sentem oprimidas pelo cenário incerto. Políticos reacionários mostram suas carinhas sem vergonha. Mídia controlada por lobbies comerciais enterram a reputação do bom jornalismo. Protestos pipocam pelas cidades. Sem mencionar conflitos antigos se tornando mais violentos e insanos. Cenário perfeito. Pelo menos para o surgimento de gente fazendo músicas que refletem, reagem a esse cenário. Assim tem sido, desde o século passado, quando desde o blues negro pobre, o jazz dos beats, o rock contra a América careta, e a partir daí suas vertentes diversas demonstraram que toda mudança nesse planeta gerava uma onda de criatividade pop. Ou, que política e sociedade influenciavam a cultura popular de alguma forma. Muitos jovens ingleses enxergavam tristeza e raiva através de bandas que cresceram na era Thatcher de desemprego e exclusão. As coisas começaram a se tornar mais cínicas quando, nos anos noventa, o que movimentava a música eram bandas que tornavam claro que aquela geração não via inimigos, só sentia tédio e apatia. Mas, estamos em 2010. As tendências extremas de pensamento já estão se manifestando em forma de pronunciamentos racistas, agrupamentos conservadores e violência patrocinada. Sem falar no colapso econômico recente. Já é hora de isso tudo servir de combustível para gente raivosa fazer música. Mas, estranhamente, essa gente não está mostrando sua cara. Se eles existem, estão com os pés fincados em alguma forma engessada de música niilista, sem apelo ao grande público. Ou então estamos condenados a assistir o novo clipe "chocante" da Lady Gaga como sinônimo dos anos 2010. Não há mais tribos musicais porque a distribuição está democratizada; ok: é legal ver bandas bem diferentes duelando no mesmo espaço. Mas ninguém parece querer incendiar tudo só pra ver o que acontece. Nem falo de posições políticas nas letras somente, mas sim de uma demonstração em forma de som, estilo e atitude, claro que com boa dose de talento. De boas intençoes não sobrevive o pop. Por isso espero com grande expectativa o novo disco da M.I.A.: pra mim, ela é representante de alguma esperança de sangue nas veias nas paradas de sucesso. Inglesa de origem cingalesa, dissidente, agitadora, global e de linguagem acessível. Já vi muita gente criticando seu violento clipe para "Born Free". Também já falaram que ela é hipócrita, ou que sua música não é boa. Alguns desses críticos parecem simpáticos a Lady Gaga. Gostos musicais a parte, vejo um pouco desse cinismo conservador aqui: a questão é que uma figura "estranha" como Maya, de "terceiro mundo" e pele escura não pode se servir de marketing chamativo. Eu não me interesso: "Born Free" sampleia Suicide e possui letras assim: "With my nose to the ground/I found my sound...I dont wanna live for tomorrow/I push my life today". Isso te deixa preparado pra enfrentar um dia difícil. Outra nova canção, "XXXO", é o hit que as estrelas pop gostariam de fazer, grudenta e que discute as relações humanas filtradas pela tecnologia dos Smartphones. Em resumo: mais raiva, menos cinismo. Ou Fuck Gaga, M.I.A. rules!