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sábado, 4 de dezembro de 2010

Melhores Álbuns De 2010 - Top 20

Listas são sempre um desafio: selecionar os melhores álbuns nem sempre é uma tarefa tão simples. É preciso levar em conta o "tempo de maturação" dos discos, o efeito que um disco recém lançado terá, e obviamente as qualidades: criatividade, ousadia, inovação, contexto....Colocar 100 álbums em ordem de preferência é uma ação não apenas difícil, mas diria, bastante passível de falhas. Alguém apontará alguma ausência (sorry LCD Soundsystem, Janelle Monaé, Kings Of Leon, etc), mas também o autor dessas linhas poderia realocar algumas posições, dependendo de seu humor / estado de espírito. Fato mesmo é que foi um ano rico, e esperamos que os 100 artistas aqui citados possam verdadeiramente representar um cenário pop cada vez mais fragmentado, inventivo e desafiador.

20 - Manic Street Preachers - Postcards From A Young Man

19 - Flying Lotus - Cosmogramma



18 - The Drums - The Drums

17 - Swans - My Father Will Guide Me Up a Rope To The Sky

16 - Frightened Rabbit - The Winter Of Mixed Drinks

15 - M.I.A. - /\/\Y/\

14 - Best Coast - Crazy For You

13 - Caribou - Swin

12 - Marina And The Diamonds - The Family Jewels

11 - Crystal Castles - Crystal Castles

10 - Gorillaz - Plastic Beach



9 - The National - High Violet

8 - Beach House - Teen Dream

7 - Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy

6 - Salem - King Night > resenha

5 - These New Puritans - Hidden > resenha

4 - Laura Marling - I Speak Because I Can > resenha

3 - The Knife - Tomorrow, In A Year > resenha

2 - Foals - Total Life Forever > resenha

1 - Arcade Fire - The Suburbs > resenha






quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Solidão, O Grito, E Um Dos Melhores Vídeos Do Ano

Taí o novo single do Frightened Rabbit. Alguém me avisa se assistiu três vídeos mais legais que esse em 2010:


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Frightened Rabbit - The Winter Of Mixed Drinks


Desde que lançaram o clássico indie da dor de cotovelo The Midnight Organ Fight, em 2008, esses escoceses estão no radar da boa música vinda do norte britânico. Aquele álbum escancarava feridas emocionais e turbulência sentimental de forma crua, nas letras certeiras de Scott Hutchison e na forma como as melodias se espremiam dinamicamente para acomodar versos pontiagudos. Esse terceiro disco, lançado no início do ano, mostra a banda experimentando mais sonicamente, ao passo em que Hutchison deixou um pouco de lado o tom confessional de Midnight...; claramente é um álbum construído com precisão no estúdio, camadas de guitarras, ecos e arranjos distribuídos por todas as partes. Se a dinâmica se perde um pouco entre tantos detalhes, o resultado final é muito satisfatório, evitando aquela sensação de repetição de linhas melódicas. Things abre o disco de forma discreta, guitarras sujas e um vocal de intonação crescente. Se as letras não possuem aquele choque de impiedosa melancolia, Hutchison ainda espalha pequenos versos interessantes:"I didn't need these things / didn't need them, oh / Pointless artifacts / A mediocre past". O primeiro single, Swin till You Can't See Land é uma ode á reconstrução e redenção levada por uma percussão e um piano ausentes em discos anteriores. Scott se pergunta: "Are You A Man / Or a bag of sand?". Talvez a melhor composição do Frightened Rabbit até agora, Skip The Youth abre com dissonâncias e vai se organizando até o final barulhento:"Skip The Youth / I'm aging too much / Skip the youth / it's aging me too fast". Curioso notar que a essência das letras da banda é um dos pontos fortes, mas também pode ser uma barreira ao sucesso comercial. Juntar numa mesma música as palavras "câncer", "tumor", "pós- cirurgia" "doloroso" ( Nothing Like You ) não é exatamente o caminho para a playlist das rádios. Especialmente quando tal coleção de palavras é só uma maneira mais tortuosa de contar para a ex sobre uma nova namorada. Se o Frightened Rabbit está fadado a ser nota de página em enciclopédias futuras, pelo menos coleciona dois clássicos cult em sequência na carreira. Não é pouca coisa. 8,5/10