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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Melhores Álbuns De 2010 - 40 - 21







40 - Walkmen - Lisbon

39 - Women - Public Strain

38 - Perfume Genius - Learning

37 - I Am Kloot - Sky At Night

36 - The Fall - Your Future Our Clutter



35 - Lonelady - Nerve Up

34 - Cee Lo Green - The Lady Killer

33 - Los Campesinos! - Romance Is Boring

32 - Villagers - Becoming A Jackal

31 - Sufjan Stevens - The Age Of Adz

30 - Male Bonding - Nothing Hurts

29 - Klaxons - Surfing The Void

28 - Sleigh Bells - Treats



27 - Ben Folds And Nick Hornby - Lonely Avenue

26 - Maximum Balloon - Maximum Balloon

25 - Avi Buffalo - Avi Buffalo

24 - Blood Red Shoes - Fire Like This

23 - Everything Everything - Man Alive

22 - Kate Nash - My Best Friend Is You

21 - Killing Joke - Absolute Dissent

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Villagers - Becoming A Jackal



Irlandês. Poético. Orquestral. Violões. Ah, tudo pra poupar o seu tempo: se não gostou de alguma(s) característica(s) listadas, não ouça Becoming A Jackal, debut da banda liderada pelo vocalista e compositor Conor O'Brien. Porque o que se ouve aqui é essencialmente o que bandas como os Frames e o Bell X1 desbravaram antes, tornando esse tipo de pop-rock elaborado, bem tocado e escrito uma espécie de gênero irlandês pós U2. As três primeiras músicas dão o tom e abrem o disco de forma surpreendente: I Saw The Dead é quase uma valsa orquestrada, hipnótica, cheia de nuances; a faixa que dá título ao álbum é um número acústico que não estaria fora de foco nessa nova onda folk britânica de Mumford And Sons e Stornoway: vai te envolvendo quase sem esforço; e Ship Of Promises engata uma controlada tensão na levada percussiva e lembra o melhor do Elbow. O nível de qualidade se mantem principalmente pela capacidade de O'Brien de criar imagens através de letras que, mesmo que não primorosas, embalam poeticamente o trabalho de sua banda: trabalho esse que melhora quando se percebe que a preguiça foi deixada de lado: os mais óbvios movimentos parecem estar sempre sendo evitados na linha melódica, ora preenchida por uma levada folk, ora cheia de espaços e silêncios como em Home. A alma de trovador folk + pop-rock aparece em momentos como That Day, que começa devagar e vai crescendo até encontrar um refrão pegajoso. Assim, caminhando entre o rock elaborado, o pop bem arranjado e o folk, o Villagers vai colecionando uma sequência impressionante de boas canções. Parece ás vezes menos espontâneo que o desejável, mas mesmo assim merece atenção: está indicado ao Mercury Prize desse ano. 7,5/10