...pelo menos para a empresa de cosméticos inglesa Rimmel, que a convocou para sua nova peça publicitária. Kate invade uma sessão de estúdio dos Vaccines e tenta tocar If You Wanna com os caras. Antes disso ela trolla outras modelos ao som de White Stripes (Little Bird), e no fim pega um helicóptero com Brian Jonestown Massacre (Oh Lord) de trilha. Business as usual.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
The Vaccines - What Did You Expect From The Vaccines?

Impossível não mergulhar nesse admirável novo mundo da velocidade da informação, da ansiedade e da babaquice em geral. Evidente que essa banda já foi tema de um post aqui mesmo nesse blog. E que já foi ventilada como a melhor coisa desde sempre, blablabla. A própria banda, reconhecendo a inpossibilidade de entregar o produto que esperam, nomeou seu disco de forma irônica. Então, vou fingir que nunca ouvi falar de tais rapazes londrinos e acabei de receber meu CD (sou antigo), e deslacrei.
A sensação mais clara é que a produção deixou as nuances de lado e partiu pra apelação das compressões e volumes altos nos instrumentos, principalmente as guitarras. A banda ataca as canções com a energia necessária, e as melodias, simples, bebem na fonte de Ramones, bandas vocais dos anos sessenta (não muito diferente do som dos Raveonettes) e algum cheiro de punk Clash. E obviamente - desde o fato de nomear o disco de forma a revelar suas limitações - os Strokes. A diferença é que o Vaccines não emula o som do quarteto novaiorquino; realmente, alguem precisa avisar aos críticos cuja idade mental é de quinze anos (ou seriam realmente moleques escrevendo? hummm...) que músicas rápidas, roqueiras e grudentas não foram inventadas no Is This It?.
São onze músicas, incluindo as já conhecidas Wreckin'Bar e Post Break-Up Sex. Não dá pra imaginar moleques ouvindo isso e partindo loucamente para uma vida de drogas e rock e destruição. Mas na repetitiva porém verdadeira afirmação de que o pop vai se reciclando, talvez adicionando um folego que vai se perdendo, o album é muito válido. Rock delicioso, sem arestas, rápido e rasteiro. Como já falado, nuances não são a tônica aqui, então há uma certa linearidade que só evita a repetição pelo poder dos refrões e inspiração dos garotos. Dito isso, não ouvi nada tão efetivo na área indie-rock grudento em anos. Me lembra o caso da esquecida banda de Chicago Smoking Popes, que tocava na mesma base coberta pelo Vaccines, exceto pelos vocais de crooner. Eles não mudaram o mundo, mas tiveram uns dois bons discos antes da decadência.
All In White é um indício de que o Vaccines pode trabalhar um pouco fora de seu estilo rapidez/ganchos e incluir climas interessantes na fórmula. Mas aguardemos pelo próximo disco, que fatalmente será destruído pelos pós adolescentes críticos do mundão. Foda-se, ouça esse disco, os caras são bons. 8/10
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
The Vaccines - Post Break-Up Sex, Wreckin Bar, Blow It Up
Eu não sei, esse será o segundo single dessa banda londrina formada no ano passado (sim,2010). O primeiro, Wreckin' Bar (Ra Ra Ra) era uma canção rápida e curta (um minuto e pouco). Punk bubblegum setentista esquema Ramones. O lado B soava mais lento e igualmente melódico ( Blow It Up). A diferença entre o Vaccines e outras bandas novatas é que as músicas realmente possuem um potencial de reciclagem pop mais refinado: soam totalmente familiares, mas são sujinhas e grudentas. O single Post Break-Up Sex será lançado oficialmente nos próximos dias. O álbum nomeado What Did You Expect From The Vaccines? sai em Março. Acontece que o grupo já tocou no prestigiado programa da BBC Later with Jools Holland, e é apontado como a grande sensação de 2011. Estamos em janeiro?
O "eu não sei" do início do texto é a minha opinião sobre eles. Só ouvi essas três músicas. São boas (duas) e ótima (Post Break-Up Sex). Parecem bem seguros e aparentemente possuem outras balas no cartucho - a julgar pela impressão do show de estréia deles em Outubro passado pelo Guardian -, portanto é possível que o disco cheio seja bem divertido. Sejamos coerentes: não é preciso matar o rock pro Vaccines ressuscitar o gênero, nem desprezá-los só porque são a bola da vez. Todo mundo sabe que, se resistirem mais alguns anos, os mesmos que os elogiam hoje provavelmente estarão detonando a banda. Assim funciona o mundinho indie, fechado e pedante. Eu torço pra que o Vaccines siga um rumo determinado, alheio aos alimentadores do hype.
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