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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Algo sobre Sonic Youth, Nirvana e os anos noventa



* Texto publicado originalmente para o Garage Project da Vice. Vale ser lembrado no dia em que pipocaram matérias sobre o show do Nirvana no Hollywood Rock de 1992:

Houve uma época em que termos como “rock alternativo” e “indie” ainda soavam estranhos pra quem tinha mais de trinta. Isso começou a mudar quando a distinção entre o underground garageiro e as bandas de rock comercial se tornou mais intrincada. O início dos anos 90 representaram bem esse período, não apenas pela explosão grunge mas exatamente pela existência de grupos que carregavam a faísca independente mas estavam adentrando ao “grande mercado”.
O documentário 1991: The Year Punk Broke se tornou uma referência ao retratar a turnê europeia dos já veteranos do Sonic Youth com os novatos do Nirvana como banda de abertura. Outras bandas como Dinosaur Jr., Babes In Toyland, Gumball e Ramones também estão representados no documentário. O responsável pela empreitada é Dave Markey, um californiano que já havia tocado em bandas da cena local dos anos 80 como o Painted Willie. Um autodidata, Dave logo começou a gravar vídeos em Super-8 e retratar a cena em que estava inserido. Daí que ele simplesmente gravou a última turnê da furiosa banda punk Black Flag, num documentário que só veio a público recentemente (a Painted Willie estava abrindo os shows dos caras). Infelizmente, apesar de o Dave ter botado o documentário na rede pra todo mundo ver, o guitarrista do Black Flag, Greg Ginn, resolveu vetar a divulgação do material.
The Year Punk Broke teve problemas com Courtney Love – que também se opôs ao uso de sua imagem – porém o documentário foi lançado comercialmente, e obteve grande sucesso. Quase todo moleque na época possuía seu VHS, que era também uma oportunidade de contextualizar todo o fenômeno Nirvana para além da cobertura da mídia.
A boa notícia é que pra comemorar os vinte anos de lançamento, o documentário finalmente ganha uma versão em DVD, com alguns extras bem bacanas: um filme de 42 minutos com performances do Sonic Youth e do Nirvana, imagens de um encontro em um fórum de discussão entre integrantes do SY, J. Mascis (Dinosaur Jr.) e o Markey, além de comentários de Thurston Moore e do próprio Dave Markey.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Primeiro Disco #3: Nana Rizinni


A cantora/instrumentista/compositora Nana Rizinni (que lançou seu primeiro álbum há alguns meses) é a terceira personagem da nossa série de posts sobre a primeira aquisição - ou presente - de discos:

O primeiro disco que comprei (ganhei da minha mãe), disco não, CD, porque eu sou da era das fitas cassetes... Então foi marcante quando ganhei meu primeiro CD, tinha uns 13 anos. Foi o CD do Pearl Jam. Adorava (ainda adoro). Foi o disco TEN. Lembro que naquela época todos os discos que ganhava ou comprava, ouvia um milhão de vezes e decorava todas as letras das músicas. Era realmente uma época mais romântica. sinto falta. Mas tento fazer isso ainda nessa era digital. Não compro muita mais CDs, mas no itunes organizo tudo por discos e curto escutar o disco todo, a obra toda."


Lançado em 1991, Ten se posicionou como um dos mais bem sucedidos álbuns da era grunge: se Eddie Vedder e companhia não possuíam a simpatia de parte da crítica e de músicos contemporâneos, os fãs já se multiplicavam ao redor das melodias grandiosas do debut do PJ. Vinte anos depois, o registro permanece sendo, querendo ou não, bastante emblemático do rock dos anos 90.O respeito veio com o tempo, como ficou provado nas recentes apresentações no Brasil.