O novo EP dos californianos do Trash Talk sai amanhã (11/09) nos EUA pelo selo True Panther Sounds. Contendo cinco faixas, Awake sucede o álbum Eyes & Nines (2010) e o split lançado com a banda Wavves. O disquinho já rendeu dois videoclipes que você confere aí embaixo, no melhor estilo agressivo do hardcore praticado pelo quarteto: tags óbvias: skate or die, fuck tha police...
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Social Distortion - Hard Times and Nursery Rhymes
O Social D não é exatamente uma banda que lança discos com regularidade. De 1983, estreia com Mommy's Little Monster até esse Hard Times... eles somam sete discos de estúdio. Sete albuns em 28 anos. E o contingente de fãs parece congregar gerações que se acostumaram com o anacronismo latente de sua música. Se em 83 eles eram parte da cena californiana do punk, os problemas de Mike Ness só permitiram um retorno em 1988. Nesse período, a melhor sequência ocorreu com Prison Bound, Social Distortion e Somewhere Between Heaven And Hell (entre 88 e 92). O som da banda já estabelecia uma agressividade punk com melodias mais próximas ao rock dos anos cinquenta, e os Rolling Stones setentistas. Nada a ver com a cena grunge que se formava e expandia. White Light, White Heat, White Trash (1996) fechava os anos 90 para o Social Distortion com uma pegada mais forte e confissões de "sobrevivência" de Mike Ness. Um mundo de perdedores e fodidos numa cena pop que ainda tinha o gosto bubblegum do Green Day e do Offspring no mesmo estado de origem. De novo, outsiders.
Sex, Love And Rock'n'Roll marcou o retorno da banda em 2004. Mais um confessionário de vida rocker levado por uma banda afiada. Boa coleção de músicas, embora a coesão não estivesse presente: pegada hardcore melódica e baladas mais lentas.
2011: quem se importa com um novo disco do Social Distortion? Ness comanda um grupo como único membro original; suas cicatrizes emocionais já foram exploradas em diversas canções; o risco de soarem como moribundos reciclando clichês e destruindo a reputação de Orange County punks; a estilhaçada e não-direcionável cena pop nos traz sons que fazem Hard Times... soar como...
O grande insight aqui é que para ser relevante basta ter boas canções. É bastante simples. Do dubstep ao witch-house, do indie-me-engana ao folk fofinho, do funk á cumbia, ninguém se impõe por PERTENCER. Os garotos e garotas descartam músicas de seu Ipod como se o produto ali tivesse que se impor ao momento: uma banda velha como o Social Distortion possui uma qualidade que permite a sua longevidade digna: entrega e qualidade, um veterano de guerra carismático e grandes músicas.
Integantes saíram, morreram (Brent Liles, Dennis Danell) e o disco soa como um atestado de força e insistência. Mais coeso, equilibrando-se entre fúria punk e ataques de rock clássico - no sentido raízes blues-bar-quebradeira - Hard Times... é possivelmente um dos mais fortes lançamentos de rock em 2011. Não é modern rock, indie, alternative, afro-pop. Só rock. Alguns torcerão o nariz, afinal de The Creeps (83) para Can't Take With You (2011) há menos trivialidade punk e mais elementos conservadores. Mas a estética musical não confere confiabilidade: isso aqui é definitivamente algo que te faz mais feliz e te impulsiona para a batalha diária da mesma forma. Destacar músicas não se faz necessário porque há aquele já citado equilíbrio entre as faixas. Mas Still Alive resume a jornada: Ness canta:" os tempos mudaram, mas ainda estou vivo, lutando as mesmas batalhas, estarei aqui até o amargo fim". 8/10
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Puro Instinct - Headbangers In Ecstasy

Já bombamos essa banda californiana aqui antes, e agora chega a hora da resenha do disco de estréia. E não estamos decepcionados com Headbangers In Ecstasy. As irmãs Kaplan podem chamar a atenção para a imagem de loiras californianas hipsters (explorada na capa do disco), mas há algo além de imagem na fórmula do Puro Instinct. Associadas á Ariel Pink, alquimista do som psicodélico-onírico americano, o disco é bastante coerente.
A vibração usada pelas irmãs é a de traduzir em música um tipo de imagem da Califórnia vista através das janelas dos carros, ouvindo rádios sintonizadas em soft rock. On drugs. Há uma certa falta de técnica para a construção de harmonias como a de um Beach House, por exemplo. Piper, a irmã mais velha, canta de forma chapada e doce. Skylar, a adolescente guitarrista, simplifica tudo ao trabalhar os riffs com delicadeza em Stilyagi. A repetição e os ganchos melódicos setentistas ganham dimensão com a forma quebrada da estrutura; algo entre a angularidade do pop britânico dos anos oitenta (embora elas adorem o pós punk tosco soviético) e os shoegazers menos as distorções.
Escape Foverer injeta alguns metais distantes mas o ritmo permanece como uma onda pouco oscilante, e aí Piper carrega a melodia com qualidade. Algumas vinhetas estão inseridas pelo álbum como a introdução de um DJ de alguma rádio ao som ácido da banda . Vapor Girls soa exatamente como o nome sugere: imagine a loirice das Skylar em uma brisa vaporosa, desvendando a beleza em pequenas brechas. Voce pode até se lembrar que o Warpaint é da região e caminha mais ou menos por esse caminho. Sinceramente, o Puro Instinct mija nas garotas do Warpaint, desculpem o linguajar. Aceite esse doce, vai bater; eu prometo. 8/10
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
California 2011: Puro Instinct

Essa coisa de "aposta" para o ano me aborrece um pouco, embora eu reconheça que leio sempre essas listinhas. Então não vou dizer que "aposto" no Puro Instinct: qual o parâmetro? sucesso comercial? elogios da crítica? Os dois? Bem, o que importa é que a banda lança em fevereiro nos EUA seu debut, Headbangers In Ecstasy. Brevemente usaram o nome Pearl harbour, trocado felizmente para Puro Instinct. As irmão Kaplan, Piper e Skylar (uma delas ainda frequenta a escola), são o centro criativo da banda. Essencialmente L.A. girls, vão tocando seu indie psicodélico com certa displicência, mas cavam fundo nas atmosferas que oscilam entre o cenário do pop ensolarado setentista com emaranhados que fariam inveja ao Warpaint. Mais a beleza de um Beach House. Mas nada de comparações: a aposta é que a banda seguirá seu próprio caminho. Ah, as irmãs Kaplan já estão na minha cool list particular, ok? Voces ouvirão muito mais do Puro Instinct aqui mesmo nesse blog.
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