sexta-feira, 7 de maio de 2010

Short, short Reviews

Two Door Cinema Club - Tourist History

Album de estréia do trio norte irlandês mistura guitarrinhas pós punk, pop e energia:um Bloc Party menos sério.Pode chamar de fast food indie: saboroso, mas enjoativo. 6,5/10


Black Rebel Motorcycle Club - Beat The Devils Tatoo

Essa banda já foi uma das mais barulhentas e adoradas.O tempo não fez bem aos caras, e esse novo álbum, embora coeso, mostra certo cansaço: até as letras soam mais clichês do que nunca. Grupos como o nova iorquino A Place To Bury Strangers preenche o espaço do rock noise-dark de forma mais correta. 5/10


Hole - Nobody's Daughter

Acho que ninguém ansiava por um novo disco de La Love a essa altura. "Skinny Little Bitch" soa pior que seu título, mas o resto do álbum poderia se encaixar num disco do 4Non Blondes de 1993.Dispensável. 3/10


Caribou - Swin

Dan Snaight é o cara por trás dessa banda. O termo eletrônica moderna pode ser aplicado aqui . Não tema: ao invés de samples e loops perdidos, o que se ouve em Swin são canções que soam tensas, orgânicas e instigantes, utilizando um arsenal de idéias bem resolvidas. 8,5/10


Odessa - Caribou


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jamie Lidell

Sua referência de soul-funk-pop moderninho é Jamiroquai ou Morcheeba? Então voce precisa conhecer o cara aí embaixo:



Esse disco novo do inglês se chama "Compass", saindo mais uma vez pelo selo Warp.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Kele - Tenderoni

Vídeo:Música do trabalho solo do vocalista do Bloc Party

terça-feira, 4 de maio de 2010

Foals - Total Life Forever




Quando Antidotes foi lançado em 2008, o quinteto inglês recebeu ótima recepção da crítica. Por ser o seu primeiro álbum, demonstrava canções que bebiam na fonte do math rock de bandas como a americana Battles, de riffs intrincados, mas com um senso mais dançante e acessível. Como a maioria dos debuts, talvez fosse um pouco mais longo que o necessário, faltando aquele ajuste fino de retirar "gordurinhas" do som. Mas, mesmo os mais empolgados com Antidotes não esperavam um retorno surpreendente dois anos depois. Dois anos, em nossa época de inúmeras bandas novas expostas via internet, pode ser uma eternidade; o Foals só chamaria a atenção novamente se lançasse algo poderoso. E a banda parece ter reconhecido isso: o vídeo de "Spanish Sahara" surgiu na rede e mostrava um Foals desacelerado, com som esparso, cheio de espaços e tendência épica. Algo diferente mas instigante, sem apelar para um simples perfume de produção moderninha. Na essência, o quinteto parecia dizer que sabia evoluir organicamente. De fato, Spanish Sahara é a música mais reflexiva de Total Life Forever, mas essa audição é uma viagem bastante recompensadora para os menos afoitos. Desde a primeira faixa, Blue Blood, fica claro que a velocidade e urgência do primeiro album foram trocadas por raiva controlada e sofisticação harmônica: em outras palavras, as dissonâncias e o som "quebrado" ainda estão lá. Porém filtradas por andamento mais lento e cheio de espaços. Não é surpresa portanto, que a voz de Yannis surge como uma ferramenta mais importante na construção das músicas. Não se engane, Total Life Forever só mostra suas garras após algumas audições, mas existem motivos suficientes para insistir: o som é "líquido", com nuances de pós-rock, e construído com esmero pelos músicos. Como o Radiohead em The Bends, ou o Blur em Modern Life Is Rubbish, Total Life Forever marca a passagem do Foals de uma banda de potencial desconhecido para algo de talento reconhecido, ao mesmo tempo em que aponta para um futuro promissor. 8,5/10